Eleições 2026 em São Roque: veja os candidatos que lideraram a preferência dos eleitores no primeiro turno
São Roque foi às urnas no primeiro turno das Eleições 2026. Flavio Bolsonaro liderou para presidente e Tarcísio para governador. Veja todos os números e a análise dos votos na cidade.

A cidade de São Roque, localizada na região metropolitana de Sorocaba e conhecida por sua tradição vitivinícola e turismo rural, foi às urnas neste domingo (4) para participar do primeiro turno das Eleições 2026. Os mais de 46 mil eleitores aptos do município escolheram seus representantes para os cargos de presidente da República, governador de São Paulo, senador, deputado federal e deputado estadual. Embora a votação local não defina isoladamente os vencedores – que dependem do total de votos válidos em suas respectivas circunscrições –, os números revelam as tendências políticas da população são-roquense e ajudam a entender o perfil eleitoral da cidade.
No pleito presidencial, o candidato Flavio Bolsonaro (PL) obteve ampla vantagem em São Roque, com 23.452 votos (53,66% dos votos válidos). Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 15.462 votos (35,38%). Outros candidatos como Escritor Augusto Cury (AVANTE) alcançaram 1.731 votos (3,96%), Renan Santos (MISSÃO) teve 1.461 (3,34%) e Ronaldo Caiado (PSD) registrou 1.312 votos (3,00%). Os demais concorrentes – Zema (NOVO), Samara (UP), Clariana Barao (DC), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA) e Edmilson Costa (PCB) – somaram, juntos, menos de 1% dos votos. Votos brancos somaram 1.370 (2,93%) e nulos 1.693 (3,62%).
Para o governo do estado de São Paulo, a preferência local foi ainda mais expressiva: Tarcísio (REPUBLICANOS) recebeu 27.181 votos (67,21%), enquanto Fernando Haddad (PT) obteve 12.844 votos (31,76%). Vivian Mendes (UP) teve 166 votos (0,41%), Vera Lúcia (PSTU) 134 (0,33%) e Carlos Machado (PCB) 118 (0,29%). Os votos brancos somaram 2.846 (6,09%) e nulos 3.478 (7,44%).
Na disputa ao Senado, o candidato Guilherme Muraro Derrite (PROGRESSISTAS) liderou com 24.381 votos (32,34%), seguido de perto por Andre Luis Do Prado (PL) com 23.313 votos (30,92%). Simone Nassar Tebet Rocha (PSB) obteve 13.388 votos (17,76%) e Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima (REDE) 12.239 votos (16,23%). Os demais candidatos – Geraldo Aristides Rufino (PODEMOS), Ricardo Augusto Mangue Schiavetto (PARTIDO MISSÃO), Sonia Francine Gaspar Marmo (CIDADANIA), Maíra Dias de Souza (UNIDADE POPULAR), Eliana Lucia Ferreira (PSTU), Marcio Alves dos Santos (UNIDADE POPULAR), Petter Maahs da Silva (PCB), Weller Pereira Gonçalves (PSTU) e William Teixeira de Oliveira (AGIR) – tiveram participação residual. Os votos brancos para senador atingiram 9.160 (9,79%) e nulos 8.974 (9,59%), índice elevado que pode refletir desconhecimento ou insatisfação com as opções apresentadas.
Já para a Câmara dos Deputados, os votos brancos somaram 3.362 (7,19%) e nulos 1.834 (3,92%). Na Assembleia Legislativa, os brancos foram 4.376 (9,36%) e nulos 2.195 (4,69%). A ausência de uma lista nominal de candidatos mais votados para esses cargos no município sugere que a apuração local não destacou individualmente os parlamentares, mas os números de votos inválidos indicam que uma parcela significativa do eleitorado não se identificou com as candidaturas disponíveis.
A participação dos são-roquenses neste primeiro turno reforça a tendência conservadora observada em eleições anteriores na cidade, que possui cerca de 85 mil habitantes e um eleitorado de aproximadamente 46 mil pessoas. O alto índice de votos brancos e nulos, especialmente para senador (quase 20% do total), chama a atenção e pode ser objeto de análise por parte dos partidos e da Justiça Eleitoral. Para os moradores de São Roque, esses resultados indicam quais candidatos têm maior capilaridade local e podem orientar estratégias de campanha para o segundo turno – que, neste ano, ocorrerá para os cargos de presidente e governador, caso nenhum candidato atinja maioria absoluta no primeiro turno em âmbito nacional ou estadual.
A expectativa agora é que os eleitores acompanhem a apuração final e, se necessário, voltem às urnas no próximo domingo para definir os rumos do país e do estado. Enquanto isso, a cidade segue sua rotina entre vinícolas, comércio local e o crescimento urbano que marca a região.


