← Notícias
Geral · 28/10/2026

Eleições em São Roque e região: Lula cresce 31,3% no segundo turno, mas Bolsonaro mantém liderança nos quatro municípios

No segundo turno, Lula cresceu 31,3% na região de São Roque, mas Bolsonaro venceu nos quatro municípios. Abstenção caiu, e votos nulos e brancos diminuíram.

3 min de leitura
Eleições em São Roque e região: Lula cresce 31,3% no segundo turno, mas Bolsonaro mantém liderança nos quatro municípios

As eleições presidenciais de 2022 na região de São Roque, que engloba também Mairinque, Araçariguama e Alumínio, revelaram um cenário político dinâmico e cheio de nuances. Os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a 131ª Zona Eleitoral mostram que, embora o candidato Jair Bolsonaro (PL) tenha vencido em todas as quatro cidades no segundo turno, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) experimentou um crescimento expressivo de votos, saindo de 34.249 para 44.968 votos, um aumento de 31,3% entre as duas etapas do pleito. Esse incremento de 10.719 votos para Lula, em comparação com um acréscimo de 4.684 votos para Bolsonaro (que passou de 50.662 para 55.346 votos, alta de 9,2%), demonstra uma mobilização significativa do eleitorado local em torno da candidatura petista no segundo turno, mesmo que não tenha sido suficiente para reverter a vantagem bolsonarista na região.

Em São Roque, o maior colégio eleitoral do grupo, Bolsonaro conquistou 25.751 votos (55,5% dos válidos), enquanto Lula obteve 20.646 votos. Apesar da derrota, Lula adicionou 5.184 votos ao seu total em relação ao primeiro turno, um crescimento que reflete uma campanha mais intensa e a migração de eleitores que anularam ou votaram em branco no primeiro turno. A abstenção em São Roque caiu de 13.493 para 11.756 eleitores, indicando um maior engajamento da população na decisão final. Em Mairinque, Bolsonaro venceu com 16.127 votos (54,7% dos válidos), contra 13.333 de Lula, que cresceu 29,6% (mais 3.044 votos) em relação ao primeiro turno. A abstenção também diminuiu, passando de 8.245 para 7.574 eleitores, sugerindo que a polarização nacional mobilizou eleitores que haviam se abstido anteriormente.

Araçariguama, cidade com forte presença de trabalhadores do setor de serviços e logística, registrou 7.665 votos para Bolsonaro (57,1% dos válidos) e 5.760 para Lula (42,9%). Lula teve um acréscimo de 1.323 votos, enquanto Bolsonaro aumentou sua votação em 551 votos. A abstenção caiu de 4.617 para 4.007, mostrando uma participação mais ativa. Já em Alumínio, onde está localizado um polo industrial relevante, a disputa foi mais acirrada: Bolsonaro recebeu 5.803 votos (52,6%) e Lula 5.229 votos (47,4%), a menor diferença percentual entre os dois candidatos na região. Lula cresceu 1.168 votos, e Bolsonaro, 470. A abstenção também recuou, de 2.877 para 2.606 eleitores.

No consolidado das quatro cidades, os números mostram uma queda expressiva nos votos nulos e brancos no segundo turno: os nulos caíram 25,4% (de 3.486 para 2.599) e os brancos 39% (de 2.842 para 1.733). Isso indica que muitos eleitores que não escolheram nenhum candidato no primeiro turno acabaram optando por um dos dois finalistas no segundo, contribuindo para o aumento da votação de ambos. As abstenções totais também diminuíram 11,3%, de 29.232 para 25.943, o que reforça a tese de que o segundo turno atraiu mais eleitores às urnas.

Para os moradores da região, esses resultados têm impacto direto na representação política e nas políticas públicas que podem ser implementadas nos próximos anos. O crescimento de Lula em cidades historicamente de perfil mais conservador, como São Roque e Araçariguama, pode sinalizar uma mudança gradual no comportamento eleitoral, influenciada por fatores como economia local, empregos e programas sociais. Por outro lado, a manutenção da liderança bolsonarista reflete a força do discurso conservador e da base de apoio ao atual presidente na região. A análise dos dados por zona eleitoral é fundamental para entender as tendências políticas locais e preparar estratégias para futuras eleições municipais e estaduais, que devem ocorrer em 2024. A redução da abstenção e o aumento da participação popular são sinais positivos para a democracia, mostrando que os eleitores estão mais conscientes da importância do voto.

Publicado em · atualizado em

Com informações de O Democrata

Leia também