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Segurança · 08/10/2026

Plano macabro: homem condenado por assassinato de mecânico para receber seguro de R$ 800 mil em São Roque

Diego Fernandes dos Santos foi condenado a 14 anos de prisão por mandar matar o mecânico Paulo Eduardo Miranda Minutti, em São Roque, para receber um seguro de R$ 800 mil. O crime, planejado com a esposa da vítima, envolveu estudo do trajeto e simulação de roubo.

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Plano macabro: homem condenado por assassinato de mecânico para receber seguro de R$ 800 mil em São Roque

Em um julgamento que chocou a cidade de São Roque, no interior paulista, Diego Fernandes dos Santos foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por ser um dos mandantes do assassinato do mecânico Paulo Eduardo Miranda Minutti, de 32 anos. O crime, ocorrido em 20 de maio de 2024, foi motivado por um seguro de vida de R$ 800 mil, e expõe uma trama de traição, ganância e planejamento meticuloso. O júri popular, realizado na quarta-feira (7), ouviu 10 testemunhas e interrogou o réu, que agora cumprirá pena por homicídio qualificado — com agravantes de motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima.

A história teve início quando Paulo, funcionário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e morador de São Roque, foi encontrado morto com marcas de tiros em uma viela do bairro Mailasqui. Apesar de ter sido socorrido e levado à Santa Casa de São Roque, ele não resistiu aos ferimentos. A polícia, sob a liderança do delegado Marcelo Apolinário, rapidamente descobriu que não se tratava de um latrocínio comum, como os executores tentaram simular ao retirar objetos pessoais da vítima — como relógio e aliança — para desviar as investigações.

As apurações revelaram que Diego e Michele Aparecida Nunes Machado, então esposa de Paulo, planejaram o crime de forma calculada. Sabendo que a CPTM pagaria o triplo do seguro em caso de morte no trajeto para o trabalho, o casal estudou a rota que Paulo percorria diariamente. No dia anterior ao assassinato, eles desligaram a luz de um poste de iluminação pública no local escolhido para a emboscada, garantindo a escuridão necessária para a ação. “Eles tiveram o cuidado de, no dia anterior, desconectar a luz. Após o crime, retiraram objetos para que pensássemos que seria um roubo”, detalhou o delegado na época.

Michele, que continua presa sem data para julgamento, e Diego foram capturados pela Polícia Civil em abril de 2025 na mesma residência, mas respondem em processos separados. Paulo, que mantinha um relacionamento aberto com Michele e sabia do envolvimento dela com Diego, tornou-se alvo de um plano que misturou traição pessoal e ambição financeira. Para a comunidade de São Roque, o caso trouxe à tona discussões sobre a vulnerabilidade de trabalhadores que possuem seguros vinculados a empregadores, além de destacar a importância da investigação policial em crimes que tentam simular roubos.

A condenação de Diego representa um passo na busca por justiça, mas também levanta questionamentos sobre a segurança dos cidadãos e a necessidade de políticas de proteção a vítimas de crimes passionais e financeiros. Moradores do bairro Mailasqui, onde o corpo foi encontrado, ainda lembram o clima de tensão que se seguiu ao crime. Enquanto Michele aguarda julgamento, a sentença de Diego serve como alerta para os perigos de seguros de vida mal administrados e para a complexidade das relações humanas quando o dinheiro se torna prioridade sobre a vida.

Publicado em · atualizado em

Com informações de G1

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