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Política · 05/10/2026

São Roque celebra cinco anos do Programa Vida Longa: referência em acolhimento e autonomia para idosos

São Roque comemora cinco anos do Programa Vida Longa, referência em moradia e acolhimento para idosos. Iniciativa pioneira no estado oferece 20 casas adaptadas, atividades de convivência e foi destaque em coletânea de boas práticas da Unesp.

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São Roque celebra cinco anos do Programa Vida Longa: referência em acolhimento e autonomia para idosos

O município de São Roque, situado no interior paulista, celebrou, nesta semana, o quinto aniversário do Programa Vida Longa, uma iniciativa que se tornou modelo no estado ao oferecer moradia digna, proteção social e qualidade de vida para idosos em situação de vulnerabilidade. Criado para atender uma parcela da população muitas vezes invisível — pessoas com 60 anos ou mais que não dispõem de rede de apoio familiar ou condições financeiras —, o programa é gerido pelo Departamento de Bem-Estar Social da prefeitura e integra a rede de proteção social do Governo do Estado de São Paulo. A data foi marcada por uma confraternização especial na charmosa Quinta do Olivardo, reunindo profissionais, participantes e gestores, que reforçaram o compromisso com o envelhecimento ativo e acolhedor.

Inaugurado oficialmente em 2021, o Vida Longa foi um marco para São Roque, que se tornou a primeira cidade do estado a implementar um Serviço República para idosos, inspirado no modelo “Vila Longa”. O espaço, localizado na Rua São Paulo, no coração da cidade, é um condomínio planejado com 20 casas mobiliadas e totalmente adaptadas para garantir acessibilidade. Cada unidade conta com cozinha, banheiro e itens de segurança, como barras de apoio e pisos antiderrapantes. Além das residências, o local oferece áreas comuns projetadas para estimular a convivência e o lazer: salas de estar, espaços para ginástica, uma biblioteca comunitária e uma horta coletiva, onde os moradores cultivam alimentos e fortalecem vínculos.

Mais do que um teto, o programa promove um novo jeito de envelhecer. Semanalmente, os idosos participam de oficinas de artesanato, rodas de conversa, aulas de alongamento e atividades culinárias, todas voltadas a incentivar a autonomia, o bem-estar físico e mental e a integração social. “Muitos chegam aqui sem perspectivas, mas logo redescobrem a alegria de viver em comunidade”, relata uma assistente social do departamento, que prefere não se identificar. O foco no fortalecimento dos vínculos afetivos e na prevenção do isolamento tem sido um dos pilares do sucesso, especialmente após os desafios impostos pela pandemia de Covid-19, que evidenciou a solidão dos idosos.

Ao longo desses cinco anos, o trabalho do Departamento de Bem-Estar Social de São Roque transformou o programa em uma verdadeira referência para outras cidades paulistas. Representantes do Governo do Estado e de municípios como Sorocaba, Jundiaí e Campinas visitaram o condomínio para conhecer de perto as práticas adotadas — desde o processo de triagem e acolhimento até a gestão das atividades diárias. A experiência local serviu de inspiração para a criação e o aprimoramento de iniciativas semelhantes, reforçando a importância de políticas públicas inovadoras para a terceira idade.

Um reconhecimento de peso veio em junho de 2026, quando uma das experiências do Vida Longa foi selecionada para integrar a “Coletânea de Boas Práticas Inspiradoras em Envelhecimento”. A publicação, lançada durante um evento promovido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS), faz parte do Programa São Paulo Amigo do Idoso e conta com apoio da FAPESP. A seleção coloca São Roque no mapa das cidades que pensam o envelhecimento com dignidade, um tema cada vez mais urgente no Brasil, onde a população idosa cresce rapidamente.

Para os moradores de São Roque, o impacto vai além dos muros do condomínio. O programa alivia a pressão sobre famílias que não conseguem cuidar de seus parentes mais velhos e reduz a demanda por abrigos tradicionais, muitas vezes associados a estigmas. “Aqui, os idosos são protagonistas da própria história. Eles cuidam da horta, organizam festas e até dão palestras para a comunidade”, conta um voluntário local. A celebração dos cinco anos, portanto, não é apenas um marco institucional, mas a afirmação de um compromisso que coloca o cuidado e a participação social no centro de uma cidade que aprendeu a valorizar suas raízes e seus cidadãos mais experientes.

Publicado em · atualizado em

Com informações de O Democrata

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